quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apagão: cobertura nota 10 da Band News mostra o poder do bom e velho radinho

Ontem, durante o apagão que deixou o Rio - e tb São Paulo, Minas e outros estados - às escuras por cerca de 4 horas, fiz que nem os Titãs na música Sonífera Ilha e colei meu ouvido no radinho. Só não era o de pilha, e sim o do celular.

Liguei primeiro na CBN, que, como se estivesse alheia ao caos, transmitia o jogo do Vasco pela Série B, lá pelas 22h30. Fui, então, para a Band News, de onde só consegui me "descolar" por volta de 1h30. Não só pq esperava a luz voltar, mas pq a cobertura jornalística da emissora foi nota 10. Parecia aqueles filmes ou séries de TV muito bons, que te prendem do início ao fim. Repórteres entravam ao vivo do Rio, de SP, Brasília e BH. E os locutores, muito simpáticos e bem-humorados, retransmitiam o panorama das cidades afetadas a partir do relato dos ouvintes, via SMS, e-mail e Tweeter - os dois últimos, é claro, disponíveis somente em acessos por celular e notebook.

Frases como "Niterói está às escuras", "Copacabana já voltou", "esqueceram da Tijuca" e até "onde estaria a Madonna agora?" informavam e divertiam ao mesmo tempo. Como jornalista, senti orgulho da classe ao ver o ótimo trabalho executado pelos colegas da Band News. E tb de ver que o rádio, veículo em que já trabalhei, mostrar tamanha força nesses tempos em que se especula até o fim do jornal de papel. O radinho está mais vivo do que nunca, integrando-se perfeitamente aos novos veículos de comunicação para desempenhar de forma ainda mais eficaz seu papel de companheiro inseparável da população, em todas as situações, com ou sem luz.

sábado, 7 de novembro de 2009

Oficina G3 supera Regis Danese e vence Grammy Latino 2009

Quase um ano e meio depois do meu último post, estou de volta ao blog comentando um texto que escrevi hoje mesmo para o site da Editora Efrata Music, do meu amigo e cliente Elvis Tavares, sobre a vitória da banda Oficina G3 no Grammy Latino 2009. A foto aí do lado, em que aparece o vocalista do grupo Juninho Afram, é do site Elnet (do grupo MK), mas eu dei um trato no Photoshop.

Pelos e-mails que recebi da assessoria da Line Records antes do Grammy Latino, a gravadora parecia bastante confiante na vitória de Regis Danese, já que ele virou uma espécie de unanimidade na mídia off-Globo. A música Faz um Milagre em Mim toca em todo tipo de rádio, aparece no SBT, na Band (na Record, nem se fala...), o povão canta na rua. Enfim, caiu realmente no gosto do público. E mesmo não aparecendo em programas da Globo - por causa, é claro, da rivalidade com a Record - a música está numa coletânea gospel da Som Livre.

Mas, independentemente de tudo isso, deu Oficina G3 no Grammy Latino. Esse fato reforça a importância de prêmios independentes, sem vínculo com qualquer tipo de empresa. É algo que ainda não existe, por exemplo, no meio gospel. O Troféu Talento, maior premiação do gênero, é organizado pela Rede Aleluia, que é do mesmo grupo da Line, da Record... No Grammy, por mais controverso que seja o resultado - quem não se lembra do questionável troféu de melhor canção brasileira do ano, em todas as categorias, para a linerecordiana Soraya Moraes, em 2008? -, os vencedores são escolhidos por pessoas do meio, que entendem do assunto e não estão vinculadas aos concorrentes.

Por fim, parabéns ao Oficina G3, que, depois de 3 indicações, conquistou seu primeiro - e merecido - troféu. A banda passou por diversas mudanças de formação, mas sempre esteve na ativa, fazendo um ótimo som, elogiado por roqueiros "tradicionais". Aliás, estou ouvindo agora o disco vencedor do Grammy, Depois da Guerra, via Som Gospel. Pesado, contundente e bom, como de costume. Não fossem as letras religiosas, figuraria, com destaque, nas prateleiras de qualquer loja de discos. E no gênero heavy metal...